Hackers estão vendendo acesso a nuvens corporativas brasileiras
Criminosos cibernéticos podem já ter infiltrado-se em empresas brasileiras: um agente malicioso está oferecendo acesso direto a sistemas corporativos em nuvem, e não apenas a dados vazados.
Um novo alerta de segurança cibernética está causando preocupação no Brasil: um grupo de hackers conhecido como “vexin” estaria vendendo acesso a ambientes de nuvem corporativos de empresas dos setores alimentício e de tecnologia.
O relatório foi divulgado em 19 de março de 2026 e sugere que dados comerciais sensíveis podem já estar expostos.
Segundo fontes de inteligência de ameaças, o atacante está oferecendo acesso direto a sistemas corporativos em nuvem , e não apenas a arquivos vazados.
Isso é muito importante.
Em vez de vazamentos de dados estáticos, isso pode significar acesso em tempo real a sistemas internos — o tipo de acesso que possibilita ataques mais profundos.
Foram identificadas duas entidades afetadas:
Empresa de varejo de alimentos e bebidas:
aproximadamente 75 GB de dados potencialmente expostosAçougue/Comércio Varejista de Carnes
: aproximadamente 37 GB de dados potencialmente expostos
Não se trata apenas de arquivos roubados.
Se alguém comprar esse acesso, poderá:
Mover-se para dentro da infraestrutura da empresa
Implantar ransomware
Aceda a dados financeiros e de clientes
Interrompa as operações em tempo real.
Em outras palavras: isto é uma porta, não apenas um vazamento .
O Brasil tem sido cada vez mais alvo de cibercriminosos, especialmente com a migração de mais empresas para sistemas baseados em nuvem. E aqui está o problema: ambientes em nuvem são poderosos, mas acesso mal configurado = alvo de alto valor.
Ainda não sabemos a extensão dessa violação — ou se as empresas afetadas responderam —, mas uma coisa é certa: acesso agora é a moeda corrente no cibercrime, e as empresas brasileiras estão na mira.